Atualidades 21

ÁFRICA EM FOCO


Com uma população estimada em
889 milhões de habitantes a África possui cerca de 30.370.000km2 e apresenta um
dos maiores desequilíbrios socioeconômicos do planeta. É o que indica um estudo
realizado do Fundo de população das Nações Unidas (FNUAP). A pesquisa ressalta
ainda que o aumento populacional e defasagens agrícolas somados a déficit
educacionais são abrangentes no continente africano. O crescimento populacional
gira em torno de 2.5 milhões de habitantes ao ano.
Com cerca de 5.400km2 a
região de Sahel a 5.400km entre o Oceano Atlântico, e mar Vermelho abrange os
países da Zâmbia, Senegal, Somália e Etiópia. De acordo com a ONU 9.5 milhões
de habitantes vivem em extrema pobreza sendo que 4.2 milhões de pessoas abandonaram
suas casas em busca de alimentos. Ainda segundo a ONU o deslocamento urbano é
devido a fatores climáticos, conflitos na região e pobreza extrema.
Com suas densas florestas
equatoriais e um dos maiores subsolos do mundo o continente africano tem como principal
fonte econômica o extrativismo. Sendo que 30% de recursos minerais são reservas
mundiais. A união africana em parceria com o programa para o desenvolvimento da
África (NEPAD) lançou uma campanha para aumentar os investimentos estrangeiros
na África.
A diversidade linguística e
cultural é inerente ao continente africano. De acordo com a África Development Indicators os idiomas
mais falados são o Inglês, Francês e Árabe.
De acordo com os
pesquisadores R.G Gordon, e Jr. EJ. Greeberg além dos idiomas oficiais são mais
quatro grupos linguísticos expressados em todo o continente africano. Línguas
afro-asiáticas, línguas Koisan, bosquímanos, línguas nilosaarianas, e línguas
nigero-congolesas. Segundo a ADI, 2008/2009, são 2092 línguas faladas e catalogadas em 54 países africanos. A
diversidade lingüística mantém também os dialetos Igbó ou Ibó, hausa e hauça. Ainda
de acordo com o estudo a África Subsaariana, possui uma população estimada em
535 milhões de habitantes. São 48 países ao norte do continente africano. A população
caucasóide se concentra ao norte do continente, reconhecida como Àfrica branca
ou África setentrional. Ao sul do Saara 70% da população africana são de sudaneses,
milóticos, bantos e pigmeus. Esta região do continente africano é conhecida
como África negra. A principal fonte econômica é o extrativismo agrícola. Nigéria
é um dos países mais populosos com cerca de 9,9 milhões de habitantes e índice
de desenvolvimento humano (IDH) de 0, 504.
  Localizado entre o Oceano Atlântico e Mar Vermelho
a região de Sahuel possui uma extensão de 5.400 km2. Cerca de 9,5 milhões da
população vivem em extrema pobreza. Somália, Etiópia, Gâmbia e Senegal são países
da África Setentrional que mantém o maior deslocamento urbano do continente
africano. De acordo com a ONU cerca de 4,2 milhões de habitantes deixou suas
casas a procura de alimentos e abrigo.
 Segundo o diretor do programa mundial de
alimentação da África central, Abdou Dieng, os conflitos urbanos, fome e
fatores climáticos atingem a região de Sahel provocando o intenso deslocamento
urbano. A UNICEF lançou uma campanha para erradicação da fome na região
africana. São 1,5 milhões de crianças em completo estado de ausência alimentar
aguda grave e 43 mil crianças com desnutrição profunda. Alguns conflitos do
continente agravam a situação do continente provocando acréscimo de emergência
sanitária.
Chamado popularmente de “cinturão
de cobre” a, República de Zâmbia, é reconhecido como sendo um dos países mais
pobre do mundo. Limitada ao norte da República Democrática do Congo, Zâmbia
possui um total de 16,6 milhões de habitantes o IDH é de 0, 588 (2017). Segundo
um estudo realizado pelo Cia World Factbook (CWK) 30% da população enfrenta
índice de analfabetismo no país. Outro problema enfrentado pela população é o
alto índice de HIV. Ainda de acordo com a CWF um total de 1.211,900 pessoas foi
infectado pelo vírus.
 O programa HIV/AIDS mantém uma campanha local
com coleta de sangue e testagem domiciliar. A campanha contabilizou a prevenção
de 1000 novas infecções do vírus HIV no país. De acordo com o estudo, HPTN071
POP AR realizados pelo EUA cerca de 30% de infecções caiu na Zâmbia e África
do Sul. Ainda segundo o estudo um milhão de pessoas foi favorecido com o programa,
HIV/AIDS Unaids, de contenção da doença no país. A campanha mantém um programa
de coleta de testagem domiciliar, coleta e prevenção do vírus. De acordo com, Michel
Sedibé, o estudo reforça a campanha de prevenção da doença. “A necessidade de
maior investimento na prevenção e tratamento do HIV” afirma Sedibé.
As
doenças endêmicas castigam o Congo
O Congo possui
aproximadamente 8,9 milhões de habitantes. O território é localizado ao norte
da república centro-africana com IDH de 0, 489. O nível de desnutrição no país
chega a um patamar de 22% da população.
 Em recente conflito social os problemas endêmicos
se agravam no país. O vírus Ebola ressurgiu na região infectando centenas de
pessoas. Segundo a Organização mundial saúde (OMS), cerca de 820 pessoas foram contaminadas
e 550 pessoas morreram. As crianças foram as mais atingidas pela doença no país.
Foram 400 crianças infectadas sendo uma criança em cada três doentes. Cristian
Lindmeler, porta voz da OMS, ressaltou que o vírus ressurgiu na região vitimando
crianças, adultos e até profissionais de saúde. O impacto da doença no país fez
com que a OMS transferisse pacientes e profissionais para outra unidade de
saúde em Katwa. A OMS liberou uma vacina experimental para impedir a propagação
do vírus no Congo. A vacina RVSV-Zebo será distribuída em primazia em grávidas,
crianças e lactentes.
Fator
climático também castiga o continente africano
                      
 O ciclone tropical Idaí atingiu o continente
africano provocando rajadas de ventos de até 195 km/h. Moçambique, Zimbábue e
Emalavi foram os países mais atingidos pelo ciclone tropical. De acordo com a
Agência Associated Press 60% das mortes registradas foram em Moçambique “Não há
água potável, eletricidade, escolas e saúde, é uma autêntica catástrofe”
Afirmou Luiz Lopez, médico espanhol em Moçambique.
Segundo
a, Associated Press, um total de quatro mil pessoas foi infectado pela cólera,
malária e tifo com a passagem do ciclone Idaí em Moçambique. Ainda segundo a AP
foram 1000 óbitos constatados no país. A principal preocupação dos agentes de
saúde local é conter a disseminação de doenças endêmicas como cólera, tifo e
malária na região.
                                                                        

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