Atualidades 21

ACORDO SECULAR ENTRE MERCOSUL E UNIÃO EUROPEIA



O acordo entre o Mercosul e
União Européia proposto em 28 de junho elevará o PIB brasileiro em 480 milhões
de dólares nos próximos 15 anos. Segundo o Ministério da Economia 90% das
exportações brasileiras serão taxadas livres de tributos e impostos nos
próximos 10 anos. Cerca de 81,7% dos produtos agrícolas brasileiros inseridas
no mercado comum europeu sofrerão redução de tributos e impostos.
Ainda segundo o Ministério
da Economia o elo entre o Mercosul e UE representará um aumento de U$ 87,5
bilhões de dólares na economia brasileira. O vínculo elevará as exportações
brasileiras na casa de 100 milhões de dólares até 2035. H
oje, cerca de 24% das exportações brasileiras são comercializadas no
Mercado Comum Europeu. Com o novo enlace entre o Mercosul 
 e União Europeia cerca
de 70% das exportações brasileiras serão negociadas ausentes de tributos nos
próximos 10 anos. O avanço mercantil e comercial representará um aumento de até
US$ 125 bilhões de dólares nos próximos 15 anos.
O secretário especial de
comércio exterior, Marcos Troyjo, afirma que a abertura de mercados mais
abrangentes aumenta a competitividade entre os países envolvidos. As condições
negociadas de tarifas e cotas de importação e exportação serão propostas
através de pactos comerciais.
 Ainda segundo o Ministério da economia 24% das
exportações brasileiras são inseridas no mercado europeu livre de tributos. Com
o nova parceria
a expectativa é de que 90% das exportações
brasileiras nos próximos 10 anos sejam negociadas sem majoração. O atual
presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, afirma que o projeto entre Mercosul e UE
representa um “efeito dominó” com novas negociações de comércio exterior e mercado
brasileiro.

Ainda segundo o presidente
brasileiro a nova abertura de mercado proporá elos comerciais entre o Mercosul,
EUA e Japão. Bolsonaro ressalta ainda a importância dos ministros das relações
exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, Paulo Guedes e Thereza Cristina na relação
diplomática com o Mercosul. “Este será um dos acordos mais importantes de todos
os tempos e trará benefícios enormes para a nossa sociedade” afirma Bolsonaro.
O Mercosul apresenta uma população
estimada em 288,5 milhões de habitantes e PIB equivalente a US$2,79 trilhões de dólares. Com
o novo enlace alfandegário cerca de 90% dos produtos industrializados terão
liberação total de cotas. Os produtos agrícolas estimado em 81,7% sofrerão isenção
de 17,7% das cotas de importação e exportação afirma o ministro da
economia do Brasil, Paulo Guedes. A União Europeia apresenta uma população equivalente em 500 milhões
de habitantes. O PIB
 da UE gira em torno de 17 milhões de dólares. A
expectativa é de que 100% dos produtos industrializados terão suas cotas livres
de taxação.
A união mercantil entre UE e
Mercosul representa 25% do PIB mundial e 
um mercado de 780 milhões de indivíduos.
O PIB entre ambos os blocos gira em torno de US$20 trilhões de dólares.
De acordo com o ministério
da economia brasileiro o enlace entre o Mercosul
 e UE representa um aumento de
US$ 87,5 bilhões de dólares nas exportações comerciais.
Esses dados poderão ser
acrescidos a um patamar de US$ 125 bilhões de dólares nos próximos 15 anos.
Ainda segundo, Paulo Guedes, o marco histórico entre UE e Mercosul representa um
aumento das exportações brasileiras, de até 100% em produtos industrializados.
Podendo sofrer isenção de tarifas e tributos.
DADOS HISTÓRICOS
Inaugurado em 1991 o Mercado
Comum Europeu, Mercosul, foi proposto com a “assinatura do tratado de Assunção
e Brasil. Hoje, ele é composto pelos países latinos americanos Brasil,
Argentina, Paraguai e Uruguai.
Segundo o professor de
relações internacionais da Fundação Getúlio Vargas, Guilherme Casarões, o Mercosul foi consolidado em uma união aduaneira e comercial em prol da educação 
e
cooperação dos quatros países que participam do Mercosul. “Há um resgate da
identidade nacional não tendo ameaças entre os países que compõe o bloco sul
americano” afirma Casarões.
Casarões ressalta ainda que o
resgate da soberania e cooperação aduaneira fez com que o Mercosul ascendesse
em uma visão ampla e ideológica em seus aspectos políticos e de cunho protecionista.
Ainda segundo Casarões nos
últimos 15 anos o Mercosul deu ênfase em seus aspectos políticos e ideológicos
obedecendo de forma democrática à soberania de todos os paises pertecentes ao
bloco. O tratado do Mercosul ressalta aspectos ideológicos, políticos, sociais
e econômicas.
Casarões afirma que ¾ da
economia do Mercosul pertence ao Brasil. Sendo que em 2006 o país implantou uma
nova “ordem brasileira de interesses estratégicos” baseada em aspectos impar de
cunho comercial. Segundo o professor de relações internacionais, José Pimenta,
da ESPM a construção do acordo histórico entre o Mercosul e UE, com livre
trânsito de bens e capitais, forma oligopólios consolidados. Ainda de acordo
com Pimenta a abertura de serviços e bens de consumo com abertura comercial de comércio exterior gera uma pulverização na concorrência alfandegária, livre de tributos
entre outros países. Pimenta destaca ainda que a livre concorrência comercial incita mais
investimentos com bens de serviço e aberturas de consumo mais abrangente.
Pimenta ressalta que a
construção de um bloco com um fluxo livre de bens e comércio em um mercado com
bloco comercial forte consolida o viés mercadológico implantado do Mercosul. O
teórico pontua ainda que o Mercosul propõe um bloco latino americano forte. Sendo que
no aspecto ideológico a visão protecionista respeita a soberania dos países
envolvidos. Pimenta destaca que a competitividade com “agremiação livre” no
trânsito de mercadorias é o viés do Mercosul. Pimenta argumenta também que o
bloco sul americano propõe mecanismos de tarifas e cotas assimétricas e com
padrões singulares em política alfandegária. Ou seja, países fora do bloco que
o compõe possuem tarifas diferenciadas em seus aspectos mercantis e comerciais.
Segundo Pimenta o tratamento comercial fomenta a competitividade multibilateral
aberto a negociação em vários setores comerciais do Mercosul.
 Pimenta destaca que a construção histórica entre o Mercosul e UE com livre trânsito de
bens e capitais são parâmetros com visão mercadológica ampla e comercial.
Segundo o professor de
economia da IBMEC, Daniel de Souza, a parceria comercial entre o Mercosul e
UE propõe redução tarifária de 93% em produtos e bens de consumo. Daniel de
Souza destaca que a exportação relativa ao agro-negócio, acesso aos manufaturados
europeus e redução de tarifas alfandegárias são pontos
positivos entre o Mercosul e UE
A exportação do Brasil
consolida os setores de frutas, 
legumes e verduras. Suco de laranja, melão, melancia,
laranja, limão, café solúvel, peixe, crustáceos, óleos vegetais serão cotados
sem cobrança de imposto.
A união européia manterá
redução de tarifas em químicos e farmacêuticos, refrigerantes, máquinas,
tecidos e laticínios. As exportações da UE propõe diminuição de tarifas
alfandegárias em vinhos, carros, autopeças, chocolates, doces, roupas e calçados.




                                                             

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