Atualidades 21

COVID 19: BRASIL EM CRISE

A síndrome respiratória aguda grave, Sars- CoV-2 chegou ao Brasil em 26 de fevereiro de 2020. Um homem de São Paulo, 61 anos foi considerado paciente zero para Sars-Cov2. O paciente chegou da Itália apresentando sintomas da doença. O teste confirmou Covid-19. A transmissão comunitária foi confirmada em todo o Brasil. A Organização Mundial de Saúde (OMS) afirmou em 28 de janeiro que o Brasil se tornou “perigo eminente” para Sars- CoV-2. O país entra em alerta de emergência. O Ministério da Saúde publicou em nota, em 6 de fevereiro 6 casos suspeitos de Sars- CoV -2. A doença estava em 5 estados brasileiros. Em 27 de fevereiro o Ministério da Saúde confirmou 132 casos de Covid-19. De acordo com o Ministério da Saúde o número de pessoas infectadas no Brasil, em 1º de maio chegou a um patamar de 91.604 casos com 6.354 óbitos. Ainda segundo dados do Ministério da Saúde o Brasil apresentou em 05 de junho um total de 618.554 casos de Covid-19 e 254.963 mortos. O número de recuperados da doença foi de 34.072 casos. São Paulo hoje apresenta um total de 44,04 milhões de habitantes e está sendo considerado o novo epicentro da epidemia no país. Dados registrados pela Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo avaliaram em 5 de junho um total de 123.483 pacientes infectados com Covid-19 e 8.276 mortes. A taxa de ocupação de leitos em São Paulo é de 73,20 %. O governador de São Paulo, João Dória anunciou que a capital do estado de São Paulo terá cinco etapas de flexibilização diferenciada da quarentena. O protocolo de abertura poderá variar do normal ao restrito podendo ser permitido o funcionamento de algumas atividades. As fases serão monitoradas por 14 dias. Serão vetadas a abertura de bares, restaurantes, academias, cinemas e eventos púbicos. “Com essa divisão será possível ter uma análise mais precisa de critérios técnicos de saúde”, afirma Dória. O protocolo de abertura de comércio levará em conta a ocupação de UTI e número de óbitos por Covid-19.

Com 16,46 milhões de habitantes o Rio de Janeiro apresentou em 05 de junho o equivalente a 59.240 mil pessoas infectadas com Covid-19 e 6.010 mortes. O Rio apresenta uma taxa de ocupação de leito hospitalar de 86%. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, Beatriz Bush o plano gradual de abertura de comércios e estabelecimentos englobam seis fases. As 6 etapas serão monitoradas e avaliadas por um comitê permanente de gestão. “Vamos demonstrar planejamento de retomada de atividades e os indicadores de monitoramento das fases evolutivas do plano” destaca Bush. O prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella em conjunto com um comitê de especialistas médicos, epidemiologistas, economistas e matemáticos analisaram a evolução do Covid-19 no estado do Rio. Crivella destacou que houve uma queda no número de contaminação da Covid-19 na cidade do Rio. De acordo com os membros do comitê mesmo havendo uma diminuição no número de infectados, a transmissão e a curva do contágio da Covid-19 ainda estão em estágios elevados.

O professor do departamento de medicina preventiva da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Celso Ramos ressaltou que o índice de contágio está entre 2,3. Ou seja, cada infectado contagia de 2 a 3 pessoas. Ramos destacou que a redução de contaminação do vírus deve ser creditado ao distanciamento social.

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto aumentou o prazo de “tele trabalho” para o dia 30 de junho. Servidores municipais, cursos, reuniões, eventos coletivos e treinamentos serão suspensos no mesmo período. As medidas foram publicadas no diário oficial de Manaus. “Vamos estender nosso regime de trabalho em casa e continuo afirmando que eu não faria um plano de reabertura agora” destaca Virgílio.

De acordo com a fundação de vigilância em saúde do Amazonas o Estado apresentou em 05 de junho 44.347 casos de Covid-19. O número de recuperados abrange no estado cerca de 35.552 casos e 2.138 mortes. O governo do estado do Amazonas criou um plano de contingência de Covid-19. O plano de reabertura gradual do comércio e estabelecimentos no estado prevê quatro ciclos. A proposta de flexibilização da quarentena no estado dependerá da evolução da Covid-19. Serão avaliados os números de leitos de UTI, enfermaria e novos casos de pacientes infectados com covid-19. O primeiro ciclo de reabertura do comércio e shoppings só poderão manter 50% da capacidade de lotação.

Segundo a diretora da Fundação de Vigilância em Saúde em Manaus, Rosy Mary Pinto serão elaboradas algumas normas de prevenção de Covid-19. Distanciamento social, home office,
evitar aglomerações, marcação de espaços em filas e limpeza de áreas em uso serão escritas e catalogadas no documento de prevenção da Covid-19.

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