Atualidades 21

VENEZUELA E A CRISE


Desde 2013 a Venezuela sofre a
maior crise humanitária e socioeconômica da América latina. A redução na
produção de petróleo por falta de manufaturas, dívida com outros países e
expansão de importados gerou um blecaute na economia.
 De acordo com a Agência Internacional de
Energia (IEA) com a queda de 77% da exportação de petróleo em, 2013, houve uma
retração econômica de cerca US$ 45 bilhões de dólares no país. Em 2008 e 2009 o
petróleo era vendido a 147 dólares o barril. Em menos de seis meses o preço do
barril recuou para 100 dólares o barril.  Ainda de acordo com a IEA entre 2013 e 2018 o
produto interno bruto sofreu uma queda de 37%. Em 2014 a aposta da Venezuela em
petróleo começou a recuar. O petróleo em 2014 passou a ser negociado a 50
dólares o barril, aponta a IEA. Em 1998 Hugo Chaves comercializava um total de
3,3 milhões de barris de petróleo ao dia. Em 2015 caiu em uma média de 2,6 milhões.
Em 2018 o patamar era de cerca de 1,5 milhões de petróleo ao dia. O índice negativo
em 2018 provocou uma queda de 770 mil barris ao dia. “Uma crise de liquidez e
uma gestão crônica cortou a produção de petróleo da Venezuela em 350 mil barris
ao dia” afirmou a IEA.
Ainda segundo a IEA o abastecimento
de petróleo na Venezuela em, 2017, caiu cerca de 40 mil barris alcançando uma
média de 1,26 de barris ao dia. Em 2018 o preço do barril de petróleo era negociado
a menos de mil barris ao dia. Hoje o petróleo está sendo negociado a 77,68 o
barril. A queda de 77% da exportação de petróleo desde 2009 provocou uma
retração de US$ 43 bilhões de dólares no país.
Segundo a Empresa Estatal da Venezuela
(PDVSA) em 2012 Chaves aumentou o investimento no Petróleo e reduziu a produção
em outros setores da economia Venezuelana. Neste mesmo ano a exportação de
petróleo chegou a um patamar de 90% da produção de petróleo. Ainda em 2012 a queda
no setor de petróleo por falta de manufaturas coincidiu com a greve de
trabalhadores na PDVSA. A crise na PDVSA gerou a demissão de 18 mil funcionários na empresa
estatal Venezuelana.
Devido à retração do petróleo desde 2012  a Venezuela sofreu uma queda
de 37% na economia é o que aponta a Assembléia Nacional do Parlamento da
Venezuela. De acordo com o FMI a inflação alcançou a média de 13.060% em
2018. Ainda segundo o FMI a Venezuela
retirou cerca de U$ 475 milhões de suas reservas para países credores. Com o
retrocesso na economia Venezuelana a inflação poderá alcançar um patamar de
10.000% em 2019. “É uma das piores
crises da economia que vimos na história econômica moderna” afirmou o FMI.
A principal fonte monetária da Venezuela é o petróleo.Segundo a Organização dos países exportadores de Petróleo (OPEP) a Venezuela é
o país que mantém a maior reserva petrolífera do mundo. Cerca de 90% das suas
exportações são em petróleo. De acordo com a PDVSA a queda nas exportações de
petróleo seguido de redução nas manufaturas e ferramentas para exploração de
petróleo de ponta foi o gatilho da crise. A dívida externa na Venezuela é de
US$ 150 bilhões de dólares. As reservas internacionais são de US$ 9.681 bilhões
de dólares. Em 2018 foi negociado cerca de US$ 8 bilhões de dólares em dívida com o
petróleo. China e Rússia são seus principais credores. Ainda segundo a PDVSA a Venezuela
deve cerca de US 3,15 bilhões de dólares a Rússia.  Devido à crise do petróleo desde 2013 o PIB da
Venezuela sofreu uma queda de 37% aponta a PDVSA.
Segundo a Agência de notícias Reuters as embarcações
petroleiras ficam nos estaleiros a espera de manutenção por até dois meses. “A Venezuela
vem acumulando dívidas com outros países” afirma a Reuters. Segundo o FMI a Venezuela
retirou cerca de US$ 475 milhões de dólares de reservas monetárias ao FMI. Ainda
de acordo com o FMI Caracas mantém um patamar de cerca de US$ 362 milhões em
reservas cambiais e saldou cerca de seis bilhões de dólares a Rússia. “O
estado das reservas internacionais e do desperdício das reservas em moedas
estrangeiras da Venezuela é uma das histórias mais tristes da história
econômica” ressalta Javier Hernandez, da Universidade Central da Venezuela.
De acordo a Organização dos Estados Americanos (OEA) cerca de
dois milhões de pessoas saíram do país em 2018. Colômbia, Chile, Brasil e Peru
foram os países mais procurados pelos Venezuelanos.
De acordo com a Organizações das Nações Unidas o blecaute na
energia elétrica, fome e colapso da economia do país provocou o fluxo
migratório. A redução de produção e comércio de alimentos básicos, materiais
farmacêuticos e cirúrgicos fez com que diminuísse a circulação da moeda no país. Os custos de matérias primas básicas aumentaram provocando a inflação. Ainda segundo a ONU o índice de famintos
chegou a um patamar de 3,7 milhões de pessoas. Em 2018 a falta de alimentação
atingiu o patamar de 80% da população aponta a Organização dos Estados Americanos. Ainda de
acordo com a OEA cerca de 81,80 % dos Venezuelanos vivem abaixo da linha da
pobreza. O desabastecimento de medicamentos chegou a um total de 88%. A
escassez de produtos e serviços básicos aprofunda a crise.
                                                                  
                                                                                             

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